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MVC: As desilusões de Sandy e Tiago Iorc em Me Espera


Mais uma vez o site "Minha Vida Cristã" fez um texto incluindo o Tiago em algum assunto, e novamente ficou incrivel.
Leia:

"É sempre arriscada a tarefa de oferecer um ponto de vista à uma música de artistas brasileiros. É arriscado, pois hoje falo de uma belíssima canção e de dois grandes compositores, que, embora sejam ainda bastante jovens, possuem carreiras brilhantes que merecem ser apreciadas, e seria lamentável se minha perspectiva não fizesse jus ao belo trabalho recém-lançado por Sandy e Tiago Iorc  em ‘Me Espera’. 

A canção até parece um diálogo de alguém que está aflito com Deus, alguém perdido dentro de si mesmo e desiludido pelas circunstâncias de sofrimento da vida. O desabafo angustiado diz: ‘Eu ainda estou aqui perdido em mil versões irreais de mim’. Quantas vezes já não nos perdemos e nos transformamos em pessoas que, de fato, não são reais e não têm nada a ver com aquilo que na verdade somos? Muitas vezes isso acontece em detrimento de uma determinada situação, uma necessidade, uma pessoa, uma perda, uma banalidade, uma frustração ou até mesmo pelo tormento de um vazio imenso dentro do coração que não cessa. O lamento continua: ‘estou aqui por trás de todo caos em que a vida se fez’, são inúmeras as oportunidades em que as pessoas nos olham, mas não enxergam todo o caos que a vida fez em nós, na maioria das vezes, apenas quando nós mesmos nos olhamos no espelho, se é possível enxergar que por trás de todo este caos, ainda existe alguém ali que não é um personagem, não são versões irreais de uma pessoa inexistente. Estamos ali, em todas as nossas virtudes, sofrimentos, personagens e complexidades, mas estamos ali. Estamos em um mundo onde reina a insensibilidade, onde somos vistos mas não enxergados, e esta triste realidade nos atinge em cheio, pois apesar de estarmos conectados a tudo e a todos, raramente estamos, de fato, preocupados em manifestar amor real pelo próximo. Esse jeito de viver machuca e por inúmeras vezes os feridos somos nós mesmos.


Reconhecer o Pai em meio ao temporal
São nestes momentos, onde nos percebemos sozinhos diante do sofrimento que nos perguntamos: para onde ir? Qual o melhor caminho a se trilhar? Quais braços abraçar e onde encontrar segurança e esperança para o olhar? E é neste emocionante refrão que Deus, o nosso Pai, irrompe o silêncio na desilusão da canção e diz: ‘tenta me reconhecer no temporal, me espera’, e isso a primeira vista pode ser um choque, pois Ele pede para que O reconheçamos no temporal, e não fora. O que Ele está dizendo é que Ele está no temporal conosco e que tudo que nos acontece nessa vida faz parte do caminho que coopera para o nosso próprio bem e que embora não compreendamos todas as coisas, melhor atitude é buscá-lo no temporal que desesperarmo-nos, perdendo a esperança. Ele sabe perfeitamente o que é passar pelo sofrimento, o que é sentir a agonia da perda de alguém querido ou do rompimento de um laço antigo. Foi Ele mesmo quem providenciou a nós, antes do mundo ser mundo, pela morte horrenda de Seu próprio filho, a vida que hoje temos e vivemos. Nosso Pai é infinito em todas as direções, sabe amar como ninguém, sabe se humilhar como ninguém, sabe sofrer como ninguém. Ele sabe que o sofrimento sempre tem algo a nos ensinar, por isso Ele diz: ‘tenta me reconhecer no temporal’.

E Ele diz mais: ‘tenta não se acostumar, eu volto já, me espera’. Foi Ele mesmo quem disse, por meio de Seu próprio Filho, que é um com Ele, o seguinte: no mundo vocês terão aflições, mas tenham bom ânimo, eu venci o mundo. Deus está nos dizendo para não nos acostumarmos com a tristeza e com a derrota, e que por mais que muitas coisas elas possam nos ensinar, no final, Ele acabará com tudo isso e já não mais precisaremos passar por perdas e depressões, pois haveremos de testemunhar a realidade de que na verdade tudo já está consumado. A realidade do sofrimento é algo que a todos consome e assusta, sem exceção. Contudo, Deus pode ser percebido e adorado no sofrimento, para tanto, Ele mesmo sofreu a maior dor que se possa imaginar oferecendo-se a si mesmo numa cruz por amor a nós, e exatamente por isso é que Ele garante-nos que ‘volta já’ e diz: ‘me espera’.

O verso 2 continua: ‘eu que tanto me perdi em sãs desilusões ideais de mim’, são tantas as situações onde criamos e buscamos ideais de nós mesmos, para nós mesmos, que, na verdade, não passam de ilusões que acabam por roubar nossa alegria e nos transformam em uma caricatura mal desenhada do que realmente somos. Nosso ideal não está em ser aquilo que não somos, mas em ser aquilo que Deus nos chama para ser. Nossa identidade só será, de fato, verdade, quando nos lembrarmos de dizer a Deus: ‘não me esqueci de quem eu sou e o quanto devo a você’.

A ponte da canção é emocionante e, para mim, é a parte mais bonita da obra. Ela ilustra a realidade de que nossa esperança repousa sobre os ombros de Deus, e que mesmo quando nos descuidamos, nos deslocamos, nos deslumbramos com alguém ou alguma coisa sobre a qual não deveríamos ter nos deslumbrado, mesmo quando perdemos o foco, mesmo quando perdemos o chão, e até mesmo o ar, será apenas e tão somente no olhar de Deus, o nosso Pai, que encontraremos o fio que nos trará de volta.

Por fim, a canção retorna para o refrão, e mais uma vez somos encorajados a reconhecer o Pai ‘no temporal’, expressão que em meio a lindos arranjos de cordas e em um emocionante dueto, ganha ênfase e nos faz lembrar que embora um temporal seja um fenômeno expressivo e, por vezes, cause grandes estragos, ele não dura para sempre, dura exatamente o tempo que deve durar, mas passa. Deus sempre esteve no comando da nossa história e o que a arte de Sandy e Iorc propõe a nós é que lembremo-nos disso. Não estamos sozinhos, não somos poeira cósmica. Com rara maturidade a canção nos encoraja a lidarmos com o problema do sofrimento da forma mais nobre que se possa imaginar, lembrando que no meio da tormenta, há esperança, reconhecendo que o Criador se faz presente em meio caos, e mesmo quando tudo se esvai, Ele continua dizendo: ‘me espera’.

À arte de Sandy e Tiago Iorc, toda minha admiração!
Que Deus nos alcance!"


Se você ainda não assistiu o videoclipe:

7 comentários:

  1. Belíssimo texto, a música, o clip, e os intérpretes, tudo, tudo lindo demais. E essa leitura da canção, sensacional!!!!
    Que Deus alcance a nós e a todos!!!!

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  2. Eu amei! Obrigada pessoa iluminada por esse texto!

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  3. Eu amei! Obrigada pessoa iluminada por esse texto!

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  4. A poucos dias foi exatamente o que comentei no instagram da Sandy, que essa música me dava uma paz e uma esperança enorme, eu posso ouvir claramente o pai me dizendo, "tenta não se acostumar, eu volto já, me espera!" e por várias vezes ouvindo essa canção eu disse " Sim pai, eu não vou me acostumar com as maldades desse mundo, não vou me acostumar com os sentimentos de perdas que pesam o meu ombro, eu não vou me acostumar com a depressão que as vezes insiste em me derrubar, eu não vou me acostumar com o passado dizendo que não vou ter o futuro que sempre sonhei, eu não vou me acostumar, não vou. Eu vou te enxergar nesse temporal e te esperar pai"

    Lindo o seu texto, nem acredito que além de mim, outras pessoas conseguiram ver Deus do começo ao fim nesse canção.

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